Síria: Irmã Annie lança grito de ajuda desde Aleppo

Silêncio que mata

Aleppo está a ferro e fogo. Desta cidade, que já foi o orgulho da Síria, chega-nos um grito de dor, chega-nos uma carta escrita em lágrimas. A Irmã Annie pede-nos ajuda. Antes que seja tarde de mais.

O mundo parece ter esquecido a cidade de Aleppo. A guerra civil na Síria dura há já quatro anos. O mundo parece que se anestesiou perante tanto sangue, tanto escombro, tanta notícia de morte. Mas há ainda quem viva lá, nessa cidade que já foi o orgulho da Síria, com uma história que atravessa séculos mas que parece não resistir às balas de agora, às metralhadoras que vomitam pólvora e sangue, aos bombardeamentos cegos dos aviões que riscam os céus. De Aleppo chega-nos uma carta. Escreve-nos Annie Demerjian, da Congregação das Irmãs de Jesus e Maria. Os seus dias são uma aflição. Annie escreve-nos como quem lança um grito. “Parece-me que a cidade de Aleppo foi esquecida e o mundo inteiro está em silêncio. Ninguém fala dos massacres contra a humanidade. Quanto tempo é que o mundo vai permanecer em silêncio a assistir a tudo como espectador?” Estas são palavras desesperadas. As ruas de Aleppo são cemitérios, têm cicatrizes da guerra, prédios em escombros, corpos por resgatar. A cidade é uma ruína, mas a guerra continua mais feroz ainda, incompreensível.

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Autor: Paulo Aido
28 Abril, 2015

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