Um Papa de espírito evangélico

Francisco completou cinco anos como Bispo de Roma e Papa. Granjeou muitos admiradores, mas também opositores e porventura inimigos. Não se envaidece com os aplausos nem perde o sono por não gostarem dele. É um homem livre, indiferente a essas coisas. Interessa-lhe viver e agir em conformidade com a vontade de Deus, amando-o acima de tudo e amando todos os homens e mulheres, com preferência pelos esquecidos, oprimidos, abandonados e pobres, as “periferias existenciais”.

Jesus e o seu Evangelho são os guias e inspiração para a sua vida e ação. Ele incarna o espírito e o estilo de Jesus, usando a linguagem das obras e dos gestos de amor e de acolhimento, que acompanha com palavras claras e firmes.

Rejeita com veemência a cultura do descarte e da indiferença, promovendo e ensinando, como remédio e tratamento, a cultura do encontro e da misericórdia, para acolher, cuidar e integrar quem está posto de lado ou é vítima dos homens e das sociedades atuais. Na palavra e na ação, não se confina à Igreja, mas dirige-se e acolhe líderes políticos e religiosos, respeitando e procurando acima de tudo o que é comum e une todos os homens.

Quer uma Igreja que seja “casa de portas abertas” a todos, especialmente aos pobres e aos frágeis. E quer arrastar pastores e fiéis católicos para a mesma atitude, saindo ao encontro de quantos estão caídos nas bermas das estradas, maltratados, desorientados, à busca de sentido e de ajuda. Deseja promover a descentralização para valorizar as responsabilidades e iniciativas de todos, especialmente, dos bispos e das conferências episcopais.

No campo moral, defende com clareza os princípios, mas valoriza e dá espaço à consciência pessoal nas decisões concretas que afetam cada um nas suas histórias e situações próprias. Uma consciência que deve ser iluminada e exercitada para orientar a pessoa nos caminhos de Deus, segundo a verdade, o amor e a justiça.

Francisco tem sido um extraordinário dom do Espírito Santo para a Igreja e a humanidade.

É profeta e farol para o nosso tempo.

20 Março, 2018

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