Solidariedade com os cristãos perseguidos

Com frequência, são notícia as ações violentas contra pessoas e comunidades cristãs. Sobretudo, em países do Médio Oriente, da África e da Ásia, muitos cristãos são vítimas de perseguição e morte. Os seus sinais e lugares sagrados são destruídos. Alguns deles são presos e alvo de violências várias. Podemos dizer que Cristo continua a ser crucificado, também hoje, em inúmeros dos seus fiéis discípulos.
O novo relatório da organização pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre aí está para comprovar o sofrimento que recai sobre muitos cristãos. Há grupos e instituições que denunciam o que está a acontecer e existe também quem apoie as vítimas da perseguição por causa da sua fé. Todavia, há demasiado silêncio cúmplice. Faltam manifestações e iniciativas em defesa e apoio. Mesmo na Igreja, especialmente na Europa e em Portugal, parece que essas perseguições não nos dizem respeito.
É preciso levantar a voz contra as ações criminosas que penalizam os cristãos, em defesa do direito à liberdade de consciência e de religião em qualquer parte do mundo. Os cristãos em sofrimento precisam de solidariedade e apoio. Organizações como a Ajuda à igreja que Sofre ou os missionários nos vários países fazem-nos chegar notícias que têm que nos inquietar e fazer mexer. Eles são também portadores da ajuda solidária. Merecem gratidão e precisam da nossa partilha de bens espirituais e materiais.
Ao darmos a conhecer o referido relatório e a realidade que nele se documenta, estamos a dar um pequeno contributo solidário aos cristãos perseguidos. Mas não basta. Prestemos atenção às possibilidades de fazer mais para apoiar estes irmãos na fé. Conhecê-los, ajudá-los e admirar o seu testemunho de fé com os sacrifícios que fazem por causa do Evangelho, fortalece a nossa própria fé. Nós, cristãos da velha Europa, precisamos de nos refrescar com a genuinidade e fortaleza da fé que vivem estes cristãos sem arredarem pé nem abandonarem a sua confiança em Cristo. E Cristo será seguramente a sua força e conforto.

31 Outubro, 2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *