Lições do centenário de Fátima

Cem anos após as aparições, Fátima continua a atrair peregrinos e a tocá-los; a branca imagem de Maria multiplica-se por todo o mundo. E as paixões mantêm-se: a dos que reconhecem e aderem à manifestação sobrenatural e a dos que dão explicações mais terrenas para o acontecimento.

Que lições tirar do centenário?

A mensagem não são apenas apelos à oração e conversão. É, primeiro, oferta de graça, misericórdia e paz. Cumpre-se não somente com devoções e sacrifícios dolorosos, mas também com o empenho responsável e solidário na construção de um mundo justo, pacífico e fraterno.

Fátima é espaço aberto a diversificadas experiências: a do peregrino a pé, tocado pelo que viveu; a de quem fica envolvido pela espiritualidade do lugar; a de quem alcançou o bem pedido ou beneficiou de um milagre, que pode ser simplesmente uma mudança interior; a de quem regressa a casa desiludido ou mal impressionado; a de quem contemplou algo de belo e ficou de alma cheia.

Fátima é movimento de vem e vai. Não acontece tudo no Santuário: há graças do Céu pelo mundo fora onde há uma imagem da Virgem, um cântico, uma procissão ou outra expressão fatimita.

Há a Fátima popular das velas, flores, lenços brancos, preces e promessas… E a das celebrações e orações oficiais. Mas também a das pessoas de cultura, que leem e traduzem o acontecimento e a mensagem em vestes e linguagens culturais, mesmo das mais modernas de luz, som, movimento e efeitos especiais. Estas várias facetas não são opostas. Integram-se e servem, cada uma a seu modo, a expressão, a experiência e o dom de Fátima.

O Rosário recomendado por Maria é a oração simbólica mais forte de Fátima; o objeto para a fazer é um autêntico ícone da expressão orante dos fiéis.

A paz nos corações é talvez o milagre e o dom mais frequente da Virgem Maria e de Fátima. O Santuário foi e continua a ser lugar de paz. Tem futuro, seguramente, pois este dom, sempre necessário e suplicado, é oferecido a quem o procura para si ou para outros. Se os milagres grandes são raros, os pequenos são muitos e frequentes. E os beneficiados agradecem e voltam.

17 Outubro, 2017

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