Sagrada Família: Modelo de vida

Domingo da Sagrada Família – Ano B

Celebramos na oitava do Natal a Festa da SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ. Como aos pastores, que encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio, a Igreja dá-nos a graça de contemplarmos o menino Deus no seio de uma família feliz e santa, que é modelo de vida para a humanidade. No livro do Ben-Sirá encontramos um elogio da vida familiar. Entre ordens, apelos e consequências, o autor apresenta o que Deus espera que se viva em família. Honrar o pai e a mãe garante a bênção de Deus. Acolher a debilidade dos pais na velhice é caminho de sucesso, vigor e perdão dos pecados. O Salmo responsorial proclama ditosos os que temem o Senhor e seguem os seus caminhos, porque o Senhor é fonte de bênção. Uma família sem Deus está destinada à ruína; se falta Deus, falta-lhe a bênção. Deus é a base fundamental desta instituição, que está verdadeiramente falida, se não se apoiar n’Ele. Assim, Paulo apresenta um programa de vida às famílias: “revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição”. O essencial, segundo Paulo, é fazer tudo, “por palavras ou por obras, em nome do Senhor Jesus, como convém no Senhor”. Este “no Senhor” faz a diferença.
O Evangelho apresenta inicialmente a obediência de José e de Maria a Deus. O filho era de Deus e a Ele deveria ser entregue e consagrado. Se todos os pais fossem como Maria e José e compreendessem que os seus filhos, antes de serem seus, são de Deus e a Ele devem ser entregues, tudo seria diferente. Filhos consagrados a Deus, fazem a diferença. Tornam-se obedientes aos pais, como Jesus era aos seus.
Contemplemos Simeão, movido pelo Espírito, que podia ir em paz, porque os seus olhos tinham visto o Salvador. O que nos pede o Senhor? Que nos deixemos conduzir pelo Espírito, que sejamos íntimos d’Ele, que nos alegremos com a sua salvação. Contemplemos a profetiza Ana, que servia a Deus e não se afastava do templo. Da sua boca saiu o louvor dos humildes que esperam no Senhor. O que nos pede o Senhor? Que não nos deixemos abalar pelos sofrimentos da vida, mas que nos unamos a Ele e n’Ele esperemos. Contemplemos Maria, a quem uma espada trespassaria a alma. Com ela, podemos ver todas as mães que sofrem por causa dos seus filhos. Quantas espadas hoje fazem sofrer tantas mulheres! Contudo, Maria é sempre a mulher de fé, a mulher de pé, junto à cruz, a mulher fiel a Deus. Contemplemos o silêncio de José, que se admirava com o que se dizia do Menino. Que hajam mais “Josés” nas famílias. Que sejam homens como ele, exemplos de fé para os seus filhos. Contemplemos Jesus, que “crescia, tornava-Se robusto e enchia-Se de sabedoria”. Que nas nossas famílias, os filhos encontrem a graça de Deus; e com a ajuda dos pais, com Jesus, se tornem co-salvadores deste mundo. P

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *